Como anda seu trollador interno?

March 5, 2019

 

Trollador é aquela vozinha interna nos dizendo: “você não é bom o bastante” “você não consegue” ou ainda “você é um fracasso”. 


Quando nascemos não temos a mínima ideia do que é ter um “trollador interno”. Não há um trollador dentro da nossa mente. Leva-se de três a quatro anos para que a nossa mente, que é apenas um megaprocessador comece a trabalhar.


A mente precisa ser nutrida com conhecimentos. É por isso que, se você tentar voltar no tempo pelo meio da memória, irá parar em algum momento em torno dos três ou quatro anos de idade. Antes disso, está tudo em branco. Você estava lá, sem dúvida, e várias coisas ocorreram, vários acasos, mas visivelmente os registros não foram registrados na memória, por isso você não pode se lembrar. A partir dos três ou quatro anos, entretanto, as coisas começam a ficar mais vivas.

 

A mente obtém seus dados dos pais, dos familiares, da escola, de outras crianças, da sociedade como um todo. Há fontes em toda parte a seu redor. E você já deve ter visto crianças, quando começam a falar, reproduzindo várias vezes a mesma palavra. Uma nova estrutura começou a trabalhar dentro delas.

 

Quando elas conseguirem ordenar frases, irão fazê-las, repetindo-as múltiplas vezes. Quando começarem a fazer perguntas, farão perguntas sobre muitas coisas. Observe que elas não estão preocupadas em suas respostas! Note uma criança fazendo perguntas: ela está apenas se brincando com o fato de poder fazer perguntas. Uma nova descoberta veio à tona dentro dela. É assim que o conjunto começa. Em seguida a criança aprenderá a ler, e existirão mais palavras. 

 

 

Não podemos desativar a nossa mente. Não existe um botão para isso. Essa tagarelice é nosso ensino, e necessariamente está errada porque nos ensina apenas parte do processo: como usar a mente. Não nos ensina uma forma de pará-la a fim de que possamos relaxar, ainda que, mesmo quando estamos dormindo, ela permanece ativa. A mente não dorme. Trabalha durante setenta, oitenta anos, ininterruptamente.


Sábios orientais e ocidentais, afirmam haver uma saída para acalmar essas vozes internas por meio da meditação. É provável colocar um botão na mente e desligá-la quando não é necessária. Isso ajuda de duas formas: irá proporcionar uma paz e um silêncio que você nunca conheceu antes, e irá lhe dar um conhecimento sobre si mesmo que, devido à tagarelice da mente, nunca foi aceitável alcançar. Ela sempre o nutriu tomado. Além disso, trará conforto à própria mente. E se pudermos dar repouso à mente, ela poderá fazer as coisas de forma mais hábil, mais inteligente.
 

Existem dois grandes benefícios: para a mente e para o ser. Basta aprender a fazer a mente cessar, a dizer para ela que chega, é hora de ela dormir enquanto você permanece desperto. Utilize a mente apenas quando indispensável, e ela estará sempre arejada, nova, cheia de energia. Tudo que você falar será algo mais do que palavras vazias, estará cheio de existência, de domínio, de verdade, cordialidade, e terá amplo significado. 


O carisma simplesmente é proveniente de uma mente que sabe relaxar e colher energia, por isso quando ela fala é poesia pura, é grandioso. Apenas sua própria energia é satisfatória para entusiasmar as pessoas.


Por isso coloquemos a nossa mente em silêncio sempre que puder. Pessoas que descobriram esse poder por meio da meditação têm um poder ao falarem; um frescor... Para elas, é sempre primavera. 

 

 

 

 

Lane Lucena
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Psicanalista Clínica, pós-graduada em comportamento organizacional e gestão de pessoas. Especializações em psicopedagogia clínica e psicologia e saúde mental.   

 

 

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