Os reflexos da ganância e a saúde financeira por Thalles Kroth

December 4, 2018

 

A sociedade brasileira enfrenta uma grande crise e antes que alguém possa pensar que é só financeiramente, não é. Diversos problemas atormentam a rotina das pessoas seja por afazeres, prazos, trabalhos, falta de oportunidades, pressões, consequências de um conflito, problemas com depressão, enfim, são várias causas e enlaces, mas aqui vamos direto ao ponto do dinheiro.


Quando a gente chega a um objetivo tende-se a relaxar. Nada mais natural. A questão é que para muitas pessoas, não é o fim, precisam de mais um objetivo e outro e não consegue parar, controlar suas tensões sobre tarefas típicas do lazer. Esse esforço contínuo é claro que não é bom e pode ser causado pelo mau uso do cartão de crédito. O uso compulsivo de coisas e vícios podem vincular a ideia do gasto desnecessário, a base para o controle é a doutrinação. Entender seus limites, planejar a semana, ter metas conscientes e focadas sobre como gastar.


Aquela pessoa que é obsessiva por gastos, conhece? Bem, o cartão nesse caso não é seu melhor amigo, porque o limite para sua saúde é deficitário. Amigo de verdade não quer ver quem gosta encurralado, sofrendo por dinheiro. A pessoa precisa se libertar da condição de ser escrava pelo consumo enfraquecendo ego, modo social e causando uma ilusão de bem estar. A primeira parte da resolução desse reflexo é postura.


Quem conhece seu bolso sabe que não pode dar o passo maior que sua perna. A história de João e o pé de feijão (com o ganso/galinha dos ovos de ouro) é infantil, mas tem uma moral indireta: João não soube controlar a ganância ou vontade em ter mais dinheiro e matando a galinha pensou que conseguiria a origem da grana, por infelicidade, perdeu a origem financeira como não tem mais a quem recorrer, não planejou posteriormente.


Claro que se começar o quanto antes como resolver o problema estará dando um passo à felicidade. Ter dinheiro não pode ser visto como pecado, errado ou mau. Pode ser fruto de intenso, técnico ou divertido trabalho que tenha uma lógica social inserida, o que deve estar em mente é a sua apropriação. Em didática, recolhe-se uma parte para imprevistos, poupança, viagens ou saúde.


Talvez o melhor dia para gastar seja outro dia, não agora. Pense bem, olhe sua carteira ou bolsa: vale a pena gastar nisso?

 

 

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Sobre o autor
Thales Kroth é Palestrante na ODAC, Colunista em sites e blogs e Voluntário na ONG Parceiros Voluntários; com formação em Técnico em Contabilidade e Graduando em Administração e em Gestão Financeira pela Unisinos; 23 anos, gaúcho e solteiro.  
 

 

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